Ao Volante - Vila Real 2017

AO VOLANTE - VILA REAL 2017

Depois de ter corrido em Vila Real em 2009, 2010, 2014 e 2015, estive ausente na edição do ano passado. A prova transmontana é uma das mais caras da época e por vezes há que fazer contas à vida. Mas para 2017 tinha apostado em regressar ao Circuito de Vila Real, por isso, embora soubesse que o carro iria estar muito abaixo do que poderia render, decidi inscrever-me.

A cabeça Swiftune, utilizada desde 2006 e já reparada três vezes em Braga no Rito, teve novamente problemas em Braga, no Circuito da Primavera, o carro falhava (“engasgava”) em quarta em altas rotações. Vimos que eram dois cilindros que tinham problemas, mas não foi possível resolver o problema para esta prova, por isso foi necessário ressuscitar a de reserva, que utilizei entre 2004 e 2006, uma cabeça “home- made” preparada pelo Narciso Almeida, que decerto nos poderia outras garantias em termos de fiabilidade.

Desde o início dos treinos que vi que o carro não tinha a força devida em 2ª e 3ª, mas parecia que tudo estava OK em altas rotaçõese, se não parecia ter carro para andar nas primeiras posições, sabia que podia terminar a prova a meio da tabela, sem problemas.

Nos treinos utilizei pneus velhos e um 13º lugar satisfez-me, e sabia que pelo menos 3 ou 4 carros dos que estavam à minha frente, estavam perfeitamente ao meu alcance. Um deles o Autobianchi A112 Abarth que estava na linha de partida à minha frente.

Note-se que tudo isto, nada tinha a ver com VR 2014, altura em que o carro estava OK e na primeira corrida fiz melhor tempo por volta que o Formosinho Sanchez no Midget, e o Fernando Carneiro e o Filipe Nogueira nos Minis. Agora fico a mais de 10 segundos de distância deles…

Após a partida ultrapassei logo dois adversários, mas o Fernando Charais, que parecia ter alguns problemas (falhou passagem de caixa?) tapou-me para a esquerda e um adversário passou-o pela direita. E foi esse mesmo, o Datsun 1200 de Paulo Conceição que alguns metros mais à frente iria bater em cheio no Mini doPedro Botelho. Outro carro envolvido no acidente seria o Autobianchi do Abel Marques. Isto é, seeu tivesse andado nos treinos como devia, se calhar tinha sido eu o envolvido no acidente. Afinal o Mini ficou direito e decerto nem tudo é mau quando se anda mais lá para trás!

A partir daqui a prova foi feita em fila indiana durante algumas voltas e após a partida cheguei a andar em 7º lugar, mas quando rodava em 9ª posição, descansado, senti um barulho estranho no motor e o carro a perder rendimento. Não me restou outra solução senão parar, o que fiz na zona de Abambres. Faltavam três voltas para terminar e ainda vi passar os meus adversários e no final fiquei ainda classificado em 13º posto. Veio o carro de reboque elevaram-me o Mini para a rotunda de Mateus, onde, por curiosidade estava o Fiat 124 do meu amigo Luís Losada, também ele a fazer uma prova calma terminada pouco tempo antes por avaria. Somos amigos há mais de 30 anos por isso foi um o prazer com ele poder assistir à prova de Clássicos.

Chegado ao Parque Fechado, por acaso este ano em péssima localização, esperamos pela abertura e o carro sendo empurrado para a boxe, o veredicto foi rápido. “Não podemos alinhar na segunda corrida”! Fiquei triste, mas claro que primeiro havia que preservar a mecânica.

Prometo que em Braga, em Setembro, tudo tentarei para estar presente e com o carro a andar decentemente! O material está em reparação, a conta a pagar vai ser elevada, mas lá estarei!

Obrigado a todos os que fizeram com que fosse possível esta participação, especialmente ao Sr. Cepeda que está tão triste como eu com esta sucessão de problemas e ao Luís Martelo que muito tem ajudado na preparação do carro e queno futuro muito mais aindahá-de ajudar.

Um abraço para todos

JMF

23-07-2017
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